Por toda a sensibilidade e delicadeza da mulher
Que assim conquistou seu espaço...
A mulher para conquistar seu espaço, pensou que precisava parecer com o homem. No início era assim, talvez a única maneira de encontrar uma brecha. Mas os tempos são outros. A importância de toda a luta não será esquecida. Mas temos que repensar algumas atitudes. Não queremos ser como os homens. Tão pouco, ser como os homens que nos desrespeitam e desrespeitam a própria existência. Em algum momento, tudo isso se confundiu. E a mulher, ao invés de se libertar do homem, quis ser ele. E isso, de tal modo, ainda representava e ainda representa a dominação de uma sociedade patriarcal, em que o homem está sempre em primeiro lugar.
Para mim a luta atual é poder ser mulher, com toda a sensibilidade, delicadeza e personalidade feminina. E mesmo assim, ser respeitada. É poder se vestir como quiser, poder mandar no seu corpo, na sua vida e ser respeitada. Não podemos correr mais o risco da comparação. Não queremos ser homens. Queremos ser MULHER. E mais, queremos que o homem que ainda não aprendeu, aprenda a ter mais sensibilidade, a aproveitar mais seu lado X sem ter que dar uma de machão. Porque isso sim está fora de moda.
Eu não preciso beber todas, nem sair de casa tipo o garanhão da cidade - a não ser que eu queira. Mas não para parecer com o homem Ou pensar: "se ele faz, eu também posso fazer", "Igualdade do sexo". Ou seria igualar-se aos homens? Definitivamente, tem algum erro nessa construção.Você mulher, faz o que quiser. E o homem que ainda utiliza do estigma de garanhão, machão, insensível.. ele que deveria ter aprendido a ser mais sensível e seletivo como a mulher...e não o contrário. O que eu quero dizer é que aprendemos errado, a partir de uma ótica sempre masculina. E deveria ser ao contrário.
Talvez, por isso, mesmo depois de tanta luta ao longo dos anos, a mulher ainda ganha menos que o homem em várias profissões, e para ganhar mais ou igual, provavelmente terá que se esforçar mais. A mulher ainda apanha do homem, ela bate também, mas apanha muito mais.E porque perdemos o ponto da revolução matriarcal, o homem que ainda não aprendeu, continua desrespeitando. O corpo da mulher continua sendo motivo de humilhação e de propriedade. Os homens ainda acham, e pior, as mulheres também, que quem mostra o corpo merece elogios ofensivos, estupro...E muitos homens ainda acham que podem mandar no nosso corpo...
E nesse dia, 8 de março, vamos refletir...não precisamos de espaço, precisamos que o nosso espaço seja respeitado...
Juliana Chaves
Sem objetivo, pois o espaço é para subjetividade.Para contos, críticas, poemas e canções. O Perambulando surge como uma tentativa de resgatar meus textos antigos dos blogs de cinema, contos e artigos publicados em outros cantos. Em linhas tortas, o Perambulando aparece para reapresentar textos perdidos e abrir espaço para os novos.
domingo, 8 de março de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Cores de um sonhador...
Ele me diz que viu mais cores em Montevidéu
Disse que não era cinza, que o sol sorria
Na verdade, foi ele quem coloriu
As cores trilharam cerca de 800 km
E pintaram o céu, os prédios, o corpo
Se é um sonhador, eu não sei
Sei que pintou com as mãos, com os dedos
Todas as cores nas curvas de Montevidéu
Se fez turismo ou se sonhou
Não sei...
Mas se as cores vêm do sonhador
Eu continuo sonhando...
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